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Parque Estadual Serra do Papagaio


 

Parque Estadual Serra do Papagaio

Parque Estadual Serra do Papagaio

Por suas características de geomorfologia, riqueza e diversidade biológica, a Serra do Papagaio abriga as principais fontes de água que alimentam as bacias hidrográficas dos rios Aiuruoca e Verde, contribuintes da bacia do Rio Grande.

Somando estes atributos ambientais à sua beleza cênica, a FEAM criou a Estação Ecológica do Papagaio em 1990, transformada pelo IEF em Parque Estadual pelo Decreto Estadual nº 39.793, de cinco de agosto de 1998.
O Parque Estadual da Serra do Papagaio, com uma área de 22.917 ha, localiza-se na região do rebordo ao norte do Maciço do Itatiaia, alto rio Grande, no sul de Minas Gerais, abrangendo os municípios de Aiuruoca, Alagoa, Itamonte, Pouso Alto e Baependi, estando inserido na APA da Mantiqueira.

Com altitudes que variam entre 1200m e 2360m, o Parque possui áreas remanescentes de mata atlântica e campos de altitude, estando inserida na zona núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. A Serra do Papagaio, por estar situada no corredor sul da Mata Atlântica e por apresentar remanescentes florestais com alto grau de conectividade, representa uma importante matriz de espécies raras e endêmicas, sendo que muitos dos seus ecossistemas servem de abrigo para animais ameaçados de extinção como o papagaio-de-peito-roxo, o urubu-rei, a onça pintada, o mono carvoeiro e o macaco sauá.

A região, formada pelas bacias hidrográficas dos rios Aiuruoca e Verde, caracteriza-se pela economia predominantemente rural tradicional, pouco diversificada e baseada na agropecuária, com padrões de renda e produtividade relativamente baixos.
A beleza e tranqüilidade da região da Serra do Papagaio atraíram, nos últimos vinte anos, pessoas de origem predominantemente urbana que vieram viver ou instalar sítios de lazer.
Embora exista uma mentalidade conservacionista, a subdivisão das fazendas em sítios e a construção de novas residências e meios de hospedagem sem planejamento vêm causando o adensamento populacional e construtivo, gerando um novo tipo de pressão sobre os ecossistemas locais e modificando a paisagem da região.

O adensamento da ocupação humana e da visitação turística na região é uma tendência e uma realidade, e estes fatos, que se repetem por toda a região, trazem a necessidade premente de um planejamento ambiental e de um ordenamento territorial, a fim de garantir a integridade dos ecossistemas e da paisagem local, considerando-se sua inserção na APA da Mantiqueira, no interior e no entorno do Parque Estadual da Serra do Papagaio – PESP.
Por outro lado, a falta de novas opções econômicas e de programas educacionais direcionados, ocasiona a manutenção de práticas tradicionais como as queimadas nos campos de altitude, a caça e a retirada de produtos florestais na região do parque e suas imediações.

A apresentação de novas alternativas econômicas para a região, voltadas para o turismo sustentável, e até mesmo para a produção e aproveitamento econômico de novas espécies vegetais tradicionalmente utilizadas,  poderão motivar positivamente estas comunidades, criando um  entorno de proteção efetiva ao Parque.
Este direcionamento poderá criar um ambiente favorável para a consolidação e ampliação dessas iniciativas, atendendo à necessidade urgente de gerar uma nova perspectiva, no processo de instalação  da Unidade de Conservação, junto ‘as comunidades do entorno.

A aplicação das novas diretrizes de gestão ambiental em unidades de conservação por meio de parcerias têm, na região da Serra do Papagaio, um desafio e uma  oportunidade para viabilizar  alternativas de conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável em Minas Gerais.

Foto: Lince Fotografias

Foto: Lince Fotografias

Fonte: http://www.serradopapagaio.org.br