Administrativo

Paulinho Senador: 100 dias de Governo


Em conversa com o Jornal Panorama, prefeito de Aiuruoca fala sobre a situação que ainda passa diante seu primeiro governo e ressalta sobre os primeiros 100 dias de seu novo governo

“MEUS BENS BLOQUEADOS POR CAUSA DE ÁGUA? JAMAIS!”, REVELA O PREFEITO PAULINHO SENADOR.

O prefeito de Aiuruoca, Paulo Roberto Senador, mais conhecido como Paulinho Senador, vem revelar sobre os primeiros 100 dias de seu governo junto ao vice-prefeito, Vicente Paulo de Arantes. A gestão 2017/2020 iniciou de maneira positiva de acordo com o prefeito Paulinho, que faz revelações de sua primeira vez como prefeito entre os anos de 2010 a 2012. “Quando assumi a prefeitura na outra gestão, precisava de algum material, e respondiam ‘o senhor tem que pagar o que deve senão não irá conseguir’, várias respostas deste tipo, foi um sufoco para consertar e graças a Deus consertei”, revelou. “Eu, com o saudoso Zé Nelson, pegamos a prefeitura naquele período, foram os quatro anos piores, pois caíram 36% do Fundo de Participação dos Municípios. Assim que assumimos diminuiu, e começamos a trabalhar apertados, e por uma infelicidade houve o falecimento do Zé Nelson, assumi o município, não foi fácil, jamais gostaria de assumir desse modo”, revela.
Hoje a situação econômica do município é diferente, apesar da constante queda de arrecadação dos municípios. “Agora peguei a prefeitura sem dívidas e com um pouco de dinheiro em caixa e esse não sai para nada, não irei gastar com nada, ficará para as horas das vacas magras”, expressou o prefeito, que também ressalta que agora assumiu a prefeitura eleito pelo povo, “estou administrando com o pé no chão, sabendo o que irei fazer”, completou.
Quanto aos novos passos do governo municipal, o prefeito cita que irá conseguir muita coisa. “Já cadastramos muitos projetos, tem deputado influente que quer nos ajudar. O governador já mandou o secretário me falar que quer conversar comigo, que deseja ajudar e na esfera federal tem gente influente com o Temer que irá nos ajudar. E tenho muita fé que irei fazer um bom governo durante esses quatro anos e sairei com a cabeça erguida”, coloca.
“Estamos no começo, mas graças a Deus tudo está caminhando bem, na saúde, educação, só que o que está nos prendendo são as licitações”, revela o prefeito Paulinho, que cita que com o passar dos dias tudo ficará completo.
Em sua lembrança está o momento que assumiu, em janeiro de 2017, “Quando assumimos, zerou tudo, o passado acabou, começamos da estaca zero. São muitas licitações e ainda estão ocorrendo. No começo, demos prioridade para licitações para área da saúde, educação. No começo, outro fato foi diante a falta de pneus para trator, patrol, motoniveladora, retroescavadeira, carregadeira, ônibus, todos estavam sem pneus adequados para o trabalho. E até fazermos as licitações ficamos parados, dependendo de pneus e peças”, informa o prefeito.
Quanto às ações de início de governo, Paulinho Senador revela seu gosto pela zona rural e sua preocupação com o acesso das comunidades. “Nossa prioridade é arrumar as estradas rurais que transitam os ônibus escolares, mas todas as comunidades rurais terão sua devida atenção. Estão previstos para os próximos dias o trabalho no bairro Pinhal, e após Ponte Alta. Fazendo um serviço completo com bueiro, calçamento, com limpeza e adequação das estradas”.
O prefeito relatou sobre alguns trabalhos já iniciados, como no bairro Furnas de Cima, onde concluirão com a colocação de cascalho, que devido ao tempo chuvoso não foi possível serem depositados, pois o serviço não ficaria ideal caso insistissem. Dados também foram revelados, como que o município de Aiuruoca possui 650 km² e 1.250 quilômetros são de estrada de terra, fora as entradas de fazendas.
A espiritualidade faz parte da vida do prefeito Paulinho Senador, que salienta que “com fé e força de vontade vamos em frente, e isso temos de sobra!”, exclama.
Paulinho Senador revela um dos pontos de sua gestão. “Vejo um diferencial em minha administração: os funcionários trabalham todos alegres e ajudam. Sei do modo que temos que tratar o outro, o funcionário não é camarada, é companheiro de serviço. Se não tratar ele bem o que poderá acontecer? Ele irá fracassar. O bom relacionamento com os funcionários é essencial, seja em qualquer área”, revela o prefeito, que antes de iniciar seu trabalho vai a todos os setores da sede prefeitura e cumprimenta a todos. O prefeito ainda revela que a relação junto ao Poder Legislativo é harmônica.
Aos aiuruocanos, Paulinho Senador faz um pedido: “tenham um pouco de paciência, que chegaremos ao ponto certo”. “Tudo o que tenho vontade de fazer por minha terra irei fazer”, ressalta o prefeito, que cita sua preocupação com a distribuição da água na zona urbana do município. “Vou dar um jeito nesta água ou de um jeito ou de outro, vai ser solucionado, vai! A água nossa é para ontem, não é para amanhã. Nosso problema com a água é sério!”, destaca.
Segundo o prefeito, a Funasa arrumou R$ 5 milhões para a água, “mas de que vale cinco milhões?”, indaga Paulinho, que revela a complexidade do serviço. “Terei que revirar Aiuruoca de pernas para o ar, 100%. Mas esse ainda não é o problema, o problema maior é a licitação. Supomos, vem uma empreiteira incompetente e incapacitada e ganha a licitação e começam a abrir as ruas e não terminam a obra e ficam enrolando empurrando com a barriga, e o dinheiro vai acabando e depois não conclui a obra, quem que levou ‘tinta’? É o Paulinho Senador, é o prefeito que comeu o dinheiro. Veio R$ 5 milhões ao prefeito e ele comeu o dinheiro, falariam. Isso não vai acontecer comigo!”, salienta.
“Na gestão passada, tive meus bens todos confiscados. Bloqueio total por causa desta água! Gastei dinheiro com advogado, recorri em instâncias e ainda está bloqueado até hoje, pois o juiz ainda não liberou. E isso não vai acontecer comigo mais, não vai! Meus bens bloqueados por causa de água? Jamais!”, exclama o prefeito.
Ainda sobre sua gestão anterior, Paulinho cita o que conseguiu para a zona urbana do município em relação à água, “nova captação, novo reservatório de 150 mil litros d´água, um projeto na Funasa de R$ 470.000,00”.
Ao final, o prefeito dá o recado que isso não irá acontecer mais. “Gosto das minhas coisas certas, ‘arranjadim’ na prefeitura também não tem. Se posso ajudar, ajudo, agora se não posso, eu sou claro, não posso. Ando de cabeça erguida”, encerra.

Crédito: Jornal Panorama