Nossa Gente


Pessoas que ajudaram e ajudam a construir a história de Aiuruoca

DR. JOSÉ FRANKLIN MASSENA

DR. JOSÉ FRANKLIN MASSENA

MASSENA

Natural da cidade de Aiuruoca, engenheiro distinto e escritor instruído e correto, a quem se devem trabalhos estimados e interessantes, entre os quais podemos mencionar os seguintes:

No empenho de deixar aqui, em traços rútilos, o perfil do talentoso e ilustradíssimo mineiro, que finou-se moço ainda, recorremos ao antigo e eloquente orador daquele Instituto – infelizmente já falecido também -, Dr. Joaquim Manuel de Macedo, que nesse caráter fez brilhante apreciação da inteligência peregrina e outros méritos do malogrado Dr. Massena. Eis as palavras do inspirado orador, tão honrosas para o nome do nosso ilustre conterrâneo:

Também o Instituto Histórico e Geográfico do Brasil tem os seus redivivos, e esta é a hora em que eles vão passar. Aí chega o préstito… triunfal, mas fúnebre. Saudemo-lo, senhores! Este que vem adiante chegou à noite da morte muito antes de ter chegado à noite da vida, que é a velhice sombria. Este caiu ao tocar o seu meio-dia. A 9 de maio descansou, dormindo para não mais acordar na terra, o nosso estimado consócio Dr. José Franklin Massena

Filho do capitão José António da Silva, nasceu na cidade da Aiuruoca, província de Minas Gerais. Seu berço foi embalado pêlos ventos nas alturas da Mantiqueira, e em sua iníancia ficou-lhe na alma a impressão profunda, não das suaves cantigas que fazem adormecer o menino, mas daquele fragor sublime da catarata dos banhos, que se precipita pela majestosa mole de rochedos cavados das águas com oitenta metros de altura, e que ecoa no espírito do homem, inflamando nele o sentimento de admiração em face das maravilhas da natureza.

No acreditado Colégio Melquíades, em Aiuruoca, fez José Franklin os seus estudos de humanidades, com aplausos dos seus professores; e, principalmente, se tomou tão distinto em latim e em geografia que durante três anos lecionou essas matérias.

Era o homem das alturas e quis subir acima de seu berço; subiu: em elevado empenho científico ascendeu ao Itatiaia, chegou à base, ao ponto acessível das Agulhas Negras, e destronou o Itacolomi, dando o cetro da culminância da orografia brasileira ao Itatiaia! Era o homem das alturas e quis saber ainda mais; acima, porém, das Agulhas Negras, ele viu no imenso horizonte somente o céu, e em toda e sobre toda a natureza e no céu via somente Deus.

Tomou-o então a ideia de aprofundar seus conhecimentos de metafísica, de estudar com ardor a teologia e de consagrar-se ao sacerdócio: havia o que quer que seja de vaidade humana no fundo dessa aspiração; trazendo-a, porém, para a cidade do Rio de Janeiro, nela em breve abandonou-a, preferindo ir formar-se em Matemáticas na Europa. José Franklin entrou para o grémio do nosso Instituto abrindo as portas deste com a chave de sua Memória sobre o Itatiaia

Partiu para a Europa, chegou à capital outrora rainha do mundo e, na Universidade Romana, tomou o grau de doutor em Matemáticas e Filosofia, em justo prémio de habilitações luzidamente provadas. Mas, homem das alturas, ele dedicou-se com predileção ao estudo da astronomia, tendo por sábio mestre o célebre padre Secchi, a quem Sua Majestade, o Imperador, muito benignamente o recomendara.

De volta à pátria, que muito amava, o Dr. José Franklin recolheu-se à sua província: foi nela empregado como engenheiro, trabalhou infatigável, revelou a riqueza aurífera do vale de Santo António, no município da Aiuruoca, traçou hábil e consciencioso a carta ou
mapa do sul de Minas e escreveu com esforço e rapidez alguns trabalhos ou esboços sobre assuntos astronómicos.

Empreendera e começara por último grande obra, nada menos que um Tratado de Astronomia; abrira as asas a viajar no espaço em voo de águia-ciência e, mal o ousara, transviou-se, transviando-se-lhe a razão no meio da multidão dos planetas! Mísera mariposa das luzes sublimes que a atraíam, queimou nelas suas asas e caiu… O Hospício de Pedro Q recebeu em sua desgraça o homem das alturas, que caíra dos astros no fondo do abismo da alienação mental. Corra-se um véu sobre os últimos meses dessa vida não vivida, um véu que se componha de duas’ mortalhas: a mortalha da razão perdida e a mortalha que envolveu o cadáver.

O Dr. José Franklin Massena era constante, laboriosíssimo e apaixonado cultor da ciência. A geografia e a astronomia mereciam os seus amores de predileção; como, porém, se tivesse no ânimo a previsão do próximo termo de seus dias, trabalhava rápido, com ardor febril, a fazer pensar que dizia a si próprio: Tenho pressa!’ Há, por isso, às vezes, em seus escritos, passagens em que as ideias parecem confusas e obrigam estudo mais detido.

Inteligência robusta e fértil, em suas premissas deixava augurar tesouros; mas a previsão sinistra, se em verdade ele a tinha, realizou-se. Â onda da morte levou-o.

O Brasil confia a guarda da memória de José Franklin Massena ao Itatiaia.”

Obras:

Quadros de natureza tropical, ou ascensão científica ao Itatiaia, ponto mais culminante do Brasil Panorama do sul de Minas (estudos orográficos, geológicos, mineralógicos, hidrográficos etc).

Geologia de Minas Gerais, importante estudo que se encontra no volume XLVII (1884) da Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, associação de que era digno membro.

MAJOR ANTÔNIO MARTINIANO DA SILVA BEMFICA

MAJOR ANTÔNIO MARTINIANO DA SILVA BEMFICA

MARTINIANO

Nasceu na pequena cidade de Aiuruoca ao sul de Minas Gerais por volta de 1840. Não se tem certeza da data de seu nascimento. Porém há registro no cartório local de sua morte, no ano de 1904. O Major Bemfica, segundo consta pesquisas, compôs suas primeiras obras ainda na meninice. Foi encontrado um Ave Maris Stella dele quando ainda era jovem. As outras composições datam de mais ou menos 1880 em diante. Na cidade de Aiuruoca, o Major Bemfica era dono de um cartório e desenvolvia também a atividade de músico, era maestro de uma antiga corporação de músicos da cidade. Pelo que consta a tradição oral compunha e cantava a parte do Baixo, mas não se sabe se tocava na corporação algum instrumento. O Major Bemfica contava com a simpatia do então Imperador, D. Pedro II. Seu nome é citado nos diários do imperador por ocasião de uma visita a Minas Gerais. Recebeu do Império o título de Cavaleiro da Ordem da Rosa. Um Te Deum, dedicado a D. Pedro II foi aceito pelo mesmo e encontra-se cópia no arquivo da Capela real. Sua obra, basicamente sacra, compõe-se de Ofícios, Laudes, Ladainhas, Missas, Novenas, um Te Deum, alguns Hinos e outras peças de fundo sacro. A maior parte de seu arquivo encontra-se nos arquivos das orquestras Lira Sanjoanense, Orquestra Ribeiro Bastos, ambas de São João Del Rey, USP e em arquivos particulares. Recentemente, o Museu da Inconfidência editou um Hosanna Filio David da Dominica in Palmis do autor.

Após a morte do major Bemfica, sua viúva, D. Alexandrina, vendeu seu arquivo ao maestro Francisco Gomes Ribeiro. Posteriormente, na década de 80, o arquivo foi comprado pela USP.

 

CUSTÓDIO FERREIRA LEITE - BARÃO DE AIURUOCA

CUSTÓDIO FERREIRA LEITE – BARÃO DE AIURUOCA

BARÃO

Nasceu em 03 de dezembro de 1782 na cidade de São João Del Rei 14° filho do Sargento-mor José Leite Ribeiro e de Escolástica Maria de Jesus moradores na Fazenda Patrimônio Freguesia de Aiuruoca, MG onde nasceu seu irmão José Leite Ribeiro em 02 de dezembro de 1764.

Bacharel em Direito, Fazendeiro, Capitão-mor, Major e Coronel da Guarda Nacional e por Decreto de 14 de maio de 1855, recebeu do Imperador D. Pedro n, o título de Barão de Aiuruoca, pelo seu desprendimento em prol do desenvolvimento do Vale do Paraíba, construindo estradas, escolas, templos e monumentos; Comendador da Ordem de Cristo em 14 de março de 1855. Tanto o Imperador D. Pedro I, como seu filho D. Pedro II, o distinguiam com uma particular amizade.

Afonso Taunay, em “História do café no Brasil”, diz que “o grande promotor do êxodo da família “Leite Ribeiro”, foi o Barão de Aiuruoca, de cuja atuação como propagandista da lavoura de café, já largamente falei em meus subsídios para a História do café no Brasil Colonial. Primeiro esteve no Turvo em terras de Barra Mansa, com o irmão Manoel. Passou-se depois à Piraí e Vassouras, com seus jovens sobrinhos José Eugênio e Francisco José Teixeira Leite, filhos de sua irmã Francisca, Baronesa de Itambé. Freqüentou depois Valença, onde se afazendaram seus irmãos Floriano e Anastácio, este em Conservatória. Ele próprio se estabeleceu em Mar de Espanha, tendo ao lado o irmão Francisco Leite Ribeiro”.

Fixou-se com a família, criados e escravos nas margens do Rio Paraíba, tendo plantado café e para facilitar a independência administrativa, doou não somente os terrenos em que deveria ser erigida a Vila de Barra Mansa, como também reservou grandes áreas, nas proximidades destinadas a serem oferecidas gratuitamente aos colonos que nelas desejassem se fixar e assim, em 03 de outubro de 1832, foi criado o município de Barra Mansa, o qual fundou com seu irmão Joaquim Leite Ribeiro.

Liberal por convicção e ordeiro por princípios, exerceu cargos eletivos no local de domicílio e só a custo aceitou o Título de Barão, depois de muita insistência de seus amigos» os Marqueses de Lages e Paraná e de seu sobrinho, o Marques de Valença. Nunca quis sair de sua modesta posição e relutou aceitar assento na Assembléia Provincial de Minas Gerais, no biênio 1858/1859, onde era ouvido e acatado. Morreu pobre, não por ter vivido no luxo e loucas prodigalidades, pois era de simplicidade espartana, ocupando modesto aposento na sua casa, sempre aberto aos transeuntes e sua mesa sempre receptiva a todos. Vítima, em parte, de sua generosidade, da ingratidão de
alguns abusando de seu magnânimo coração e da ruína de sois cafezais extensíssimos, em conseqüência de violenta chuva com granizo, desmoronou-se em pouco tempo sua grande fortuna e então teremos a explicação da ruína dessa gigantesca fortuna, cujos restos serão apenas suficientes para satisfazer aos seus credores.

Quem visse o Barão de Aiuruoca sempre em viagem, com o chapéu repleto de papéis, trajando com a maior simplicidade, diria que era um desses modernos industriais ou eternos empresários, que buscam privilégios ou acionistas para sonhadas companhias, cuja única utilidade só por eles pode ser compreendida. Nada disso, o que àrrojava o venerando ancião através das chuvas torrenciais e caminhando pelas estradas, eram alheios negócios, interesses de parentes, amigos e conhecidos, era uma espécie de procurador geral dos necessitados de caridade. Narraremos a seguir dois acontecimentos relatados por testemunhas que o conheciam.

Costumava pousar em suas peregrinações numa pobre casa situada à beira da estrada, onde era sempre bem vindo, mas aconteceu que um dia achou a família em prantos, triste e abatido seu chefe, e perguntando a causa de semelhante melancolia, soube que por atrasos de seu pequeno negócio, o dono da casa deveria sofrer penhora no pouco que nela havia, expondo ficar sua mulher e filhos à mendicidade. Ouvindo isso, o Barão de Aiuruoca, montou à cavalo e poucas horas depois voltou, trazendo as letras por ele pagas, que graciosamente entregou a um dos filhos do casal.

Outro fato que aconteceu na vida do nosso homenageado, foi quando um cavaleiro indo ao seu encontro, rogou-lhe encarecidamente que fosse ver sua mãe, que muito desejava falar-lhe. Como de costume, Custódio Ferreira Leite rendeu-se às súplicas e chegando ao lugar indicado encontrou-se com a aflição de uma triste viúva, a quem um ávido genro obrigava a vender os últimos bens, para entregar-lhe a herança de sua mulher. Nesta época já se desmoronava a sua fortuna e os seus compromissos eram consideráveis e ao chegar ao Rio de Janeiro, comprou um bilhete de loteria, o qual foi o premiado e após resolver os negócios que o levaram àquela Cidade, voltou à casa da viúva e integralmente entregou o prêmio a que fizera jus, e em seguida retomou a sua viagem.

A vista destes dois casos que foram narrados por testemunhas que tiveram a ventura de conhecê-lo, podemos afirmar que são vultos assim que honram a tradição de um povo.

Embora pobre, esse mineiro austero e fundamentalmente bom, jamais deixou de praticar a caridade.

Soa mesa era franca aos viajantes, seu teto abrigava com generosa hospitalidade o extraviado e noturno peregrino. Nos dias de sua opulência nunca ninguém recorreu em vão ao seu cofre, e as lágrimas da viúva e do órfão, não rara foram enxugadas por suas caritativas mãos.

Construiu as Catedrais de Barra Mansa, Areal, Conservatória, Valença, Sapucaia, Mar de Espanha e Vassouras; Deputado Provincial de Minas Gerais; Possuía a Comenda da Imperial Ordem de Cristo; casou-se em 26 de outubro de 1811 com a Sra. Tereza Maria de Magalhães Veloso, com a qual teve 3 filhos, José Custódio, Francisco Galdino e Antonio de Pádua Ferreira Leite.

Abriu a chamada Estrada da Polícia, que do Município de Iguaçu se dirigia à Província de Minas Gerais. Administrou os trabalhos da estrada de Sapucaia a Feijão Cru, hoje Leopoldina. Participou também da construção da estrada de Magé a Mar de Espanha, passando por Sapucaia, conhecida como estrada do Couto e também da ponte sobre o Rio Paraíba no trajeto dessa estrada. Cuidou da reconstrução em 1821 de outra travessia do Rio Paraíba, em Desengano, no caminho de Valença para Itaguaí.

Seu nome se estende por todo o Vale do Rio Paraíba, onde criou a Vila de São João Nepomuceno e cuidou de posterior transferência para o arraial de Nossa Senhora das Mercês do Cágado, com a denominação de Mar de Espanha, e muito concorreu para a criação da Vila de Vassouras, em 1833, onde com a ajuda do sobrinho, Francisco José Teixeira Leite, futuro Barão de Vassouras, construiu a Estradâ de Ferro que Ligava aquela Cidade ao sul fluminense. Foi um dos mais notáveis pioneiros do café em terras fluminenses na época imperial, abrindo grandes lavouras nas terras do Vale do Paraíba, na “mata do rio”, como então todos diziam.

Foi sempre e em todos seus procedimentos, coerente ao lema que escolheu para nele pautar sua vida: TRABALHO, PATRIOTISMO E CARIDADE.

As memórias históricas do Município de Vassouras, escritas em 1852 por Alexandre Joaquim de Siqueira apresentam autorizada referência à Custódio Ferreira Leite.

Dizem textualmente:

“A Matriz, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, começou a ser edificada a 08 de janeiro de 1828, pelo Coronel Custódio Ferreira Leite que, com o produto de uma subscrição agenciada pelo Comendador Francisco José Teixeira Leite, concluiu a capela-mór no ano de 1829, tendo despendido com aquela fabrica a quantia de R$7:000$0ÔG.W

Francisco José Teixeira Leite, mais tarde Barão de Vassouras, em 1871, filho dos Barões de Itambé, era um dos sobrinhos trazidos por Custódio Ferreira Leite, de São João Del Rei, para cultivar café no Vale no Paraíba,

Já no precioso documento histórico que é o relato da administração municipal de Joaquim José Teixeira Leite, outro sobrinho de Custódio Ferreira Leite, apresentado em Sessão Ordinária na Câmara Municipal em 07 de janeiro de 1849, constara referência à edificação da Matriz.

Diz que:

“No ano de 1830 foi benta pelo Vigário da Vara por mandato do Bispo do Rio de Janeiro, a Igreja começada a 08 de janeiro de 1828, por meio de uma subscrição promovida entre os moradores vizinhos do lugar’.

Estes são os antigos e abalizados registros que indicam o 08 de janeiro de 1828, como a data inicia] de construção do histórico Templo Católico na Cidade de Vassouras e o nome de Custódio Ferreira Leite, como seu patrocinador e primeiro Juiz.

O Coronel Custódio Ferreira Leite, faleceu na fazenda Louriçal em 17 de novembro de 1859 e em 1959, os seus restos mortais foram transferidos para o cemitério de Nossa Senhora das Mercês, na Cidade de Mar de Espanha, MG.

Foi uma das mais lendárias figuras do Vale do Paraíba.

DR. JÚLIO ARANTES SANDERSON DE QUEIROZ

DR. JÚLIO ARANTES SANDERSON DE QUEIROZ

aUTOGRAFO

Médico cirurgião, professor e poeta, Júlio Arantes Sanderson de Queiroz, mais conhecido como Dr. Julinho nasceu no dia 30 de março de 1914 em Aiuruoca. Formou-se na década de 40 no Rio de Janeiro e lá construiu grande parte de sua história. Foi professor de Clínica Cirúrgica da Faculdade de Ciências Médicas, fundador da Escola de Auxiliares de Enfermagem e Secretário de Saúde da cidade do Rio de Janeiro. Destacou-se por todo Brasil sendo o criador da Residência Médica no Brasil e Secretário de Planejamento do Ministério da Saúde do Governo Itamar Franco. Na área literária, dedicava horas à escrita de poemas, artigos e livros.

Foi diretor do Departamento Cultural da Associação Médica Brasileira e redator da revista Brasileira de Medicina. Escreveu, entre outros, os livros “Reflexões sobre Ética Médica”, “A Morte é notícia – A Cura é anônima” e “Heróis de Curar” recebendo, inclusive, prêmio da Academia Brasileira de Médicos Escritores, da qual já presidiu. Foi entrevistado no Programa do Jô Soares por este último livro. Em Aiuruoca, além de ter sido chefe do Serviço de Cirurgia do Hospital S. V. P. e criador do caraê de doações, investiu no Hospital de Aiuruoca, construído por seu pai e considerado um dos melhores da região. Dr. Julinho movimentava a cidade promovendo vários eventos sociais e culturais e não media esforços para conseguir fazer aquilo que considerava bom para Aiuruoca. Em certa ocasião, mediante a impossibilidade da Prefeitura em contratar uma banda para um festival de música, o doutor arcou com todas as despesas, desde o transporte e hospedagem até as refeições e o cachê dos músicos. Era um homem de grande coração e que se dedicava ao máximo em se satisfazer e dar alegrias àqueles que o rodeavam. Dr. Julinho não teve filhos e fundou a Confraria da Lagoa Mansa com a intenção da entidade prezar pela vida sócio-cultural de Aiuruoca e muitos de seus bens seriam doados à Confiaria. Infelizmente, dr. Julinho faleceu antes de formalizar suas intenções em setembro de 2002, de falência múltipla dos órgãos, poucos anos após a morte de sim esposa Maria de Lourdes Câmara Lacerda de Queiroz.

RAUL JUNQUEIRA ARANTES

RAUL JUNQUEIRA ARANTES 

RAUL

Filho de tradicional família: Junqueira/Arantes. Neto de Manoel de Sá Fortes Junqueira, Coronel da Guarda Nacional da Comarca de Aiuruoca; filho do coronel Justiniano Ribeiro de Arantes, fundador do Partido Republicano Mineiro na região. Nascido na Fazenda da Lage, aos 15 dias do mês de abril do ano de 1916. Estudou no Colégio São Sebastião, em Cruzília, transferindo-se depois para o Ginásio São João, de Campanha. Com o falecimento de sua mãe, voltou para a Fazenda com seu irmão Gil. Não seguiram curso superior. Dedicaram-se bem cedo à exploração de suas terras. Casou-se com Geni Ribeiro de Arantes, teve cinco filhos.

Faleceu a 30/06/1998. Colecionador de documentos antigos, possui um verdadeiro acervo histórico do século passado, uma espécie de museu, fonte inestimável de dados culturais e tradicionais de nossa cidade. Ainda jovem apaixonou-se pelo Pico do Papagaio. Conhecia o lugar como ninguém e devido às inúmeras vezes que subiu como “guia” – ganhou o apelido, do qual muito se orgulhava – se Tastor da Montanha”.

GILMAR BATISTA DA SILVA

GILMAR BATISTA DA SILVA

GILMAR

“A identificação da história sensibiliza a vivência do presente”

Gilmar Batista da Silva, nascido aos 13 dias do mês de julho de 1956 em Aiuruoca, Minas Gerais. Filho de João Batista da Silva (João Barbeiro) e de Anunciata Senatore (Senador). Casado com a Sra. Luciani Campos do Carmo Silva, professora Estadual de Português, sendo seus filhos: Briany Campos do Carmo Silva e Rodolfo Augusto Campos do Carmo Silva.

Aspectos Culturais:
Em 1963 iniciou seus estudos primários no Colégio Santa Edwirges;
Em 1966 concluiu a antiga 43 série primária no Grupo Escolar Estadual “Conselheiro Fidélis” hoje Escola Estadual de 1º e 2º graus.
Em 1975 concluiu a antiga 8ª série hoje, ensino fundamental;
Em 1978 – Primeiro Lugar “Concurso de Poesias Dantas Motta realizado pelo SBE departamento de Aiuruoca;
Em 1979 participou do concurso de poesias na cidade de Juiz de Fora Minas Gerais;
Lançando também seu primeiro livro de poesias: O Poeta Cantador;
Em 1981 participou do X Festival da POESIA FALADA de VARGINHA-MG, recebendo menção honrosa pela classificação do seu poema;
Em 1983 lançou seu segundo livro de poesias PORQUE O PRANTO E O CANTO SE MISTURAM;
Em 1984 recebeu destaque poético no trabalho social cultural realizado pelo Dr Adriano Senador;
Em 1985 diploma de participação do 3º FESTIVAL DE POESIAS da cidade de Baependi-MG;
Em 1985 participou das antologias poéticas pelas editotaras: SHOGUN e CRISALES do RIO DE JANEIRO;
Em 1986 idealizou o primeiro Festival da POESIA FALADA de Aiuruoca que teve sua duração até o ano de 1992;
Em 1987 lançou seu terceiro livro de poesias UMA VERDADE ESCONDIDA.
Sua escolaridade: ENSINO MÉDIO COMPLETO.
Aspectos Históricos
Em 1994 apresentou o projeto de lei 01|94 solicitando a criação e instalação da galeria dos ex-prefeitos de AIURUOCA, existente na Casa da Cultura;
Pretende lançar um documentário: CENTENÁRIOS MANUSCRITOS GUARDADOS PELA POETIZADA reminiscência AIURUOCANA. (Onde aguarda apoio para a publicação desta histórica obra literária)
Aspectos políticos:
De 1989 a 1992 exerceu o mandato de Parlamentar Municipal, pelo Partido Liberal hoje Partido da República,onde foram apresentados vários projetos de interesses sociais do município,atuando também como presidente do respectivo partido por mais de dez anos;
Em 1993, 1994 e 1996 desempenhou as funções de COORDENADOR DE NOÇÕES TÉCNICAS LEGISLATIVA da Câmara Municipal de AIURUOCA;
De 2011 a 2013 exerceu também o cargo de presidente do partido social liberal deste municípío pelo qual se candidadou ao cargo de vereador.
Aspectos Artísticos:
Participação de peças teatrais humorísticas, dramáticas e românticas;
Integrante da ex fanfarra como corneteiro mor;
Desempenho esportivo nas atividades de goleiro.
Aspectos Sociais:
De 1978 a 1987 exerceu as funções de bancário no BRADESCO S|A, trabalhando nas cidades de AIURUOCA, ITAJUBÁ e POUSO ALTO.
Em 1996 exerceu o cargo de vice-presidente da fundação cultural de AIURUOCA, onde prestou grande homenagem ao saudoso DR. JULINHO.
Ex- diretor social do Clube Lítero Recreativo Aiuruocano;
Ex- tesoureiro do Aiuruoca Esporte Clube;
Ex-membro do corpo de jurados da Comarca de Aiuruoca;
Ex- comerciante;
De 2010 a 2012 exerceu a função de informante cultural do Museu Municipal DR. JÚLIO SANDERSON DE QUEIROZ.
Outros destaques:
Alguns de seus contos, poesias, crônicas foram publicados nos seguintes jornais:
Correio do papagaio (Aiuruoca)
Voz da verdade (Conceição do Rio Verde)
Correio do sul (Varginha)
O Mocoquense (Mococa – São Paulo)
Jornal Regional (Cruzeiro – São Paulo)
Revista Rotária (Poços de Caldas)
Panorama (Baependi)
Participação como jurado no 1º Recital do 2º Festival do Cante Conte da cidade de Baependi.
“A poesia é o sinal por onde os passos de Deus podem estar presentes, acompanhado do silêncio daquilo que a história às vezes não tem como evidenciar partes de seus acontecimentos”

GILMAR BATISTA DA SILVA
Poeta, escritor e orador
Contato: gilmar.senatoresilva5@gmail.com

Outros

DR. ANTERO DE ANDRADE BOTELHO

Filho do Dr. Juiz Fidélis de Andrade Botelho que na época do Império ocupou o cargo de conselheiro do Império, deputado pelo sul de Minas, pelo Partido Republicano Nacional o ‘’PRN” mais de um período, filho de Aiuruoca, cidade que sempre amou.

CONSELHEIRO FIDÉLIS DE ANDRADE BOTELHO

Figura ilustre de Aiuruoca foi juiz, delegado, conselheiro do imperador, amigo do imperador D. Pedro II. Recebeu pelos seus serviços prestados e prestígio a comenda “Ordem da Rosa” concedido pelo imperador D. Pedro II, homem de inteligência muito ajudou a cidade Aiuruoca.